A Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começou nesta terça-feira (5) e segue até o dia 15, no Instituto de Identificação de Pesquisa e DNA Forense (IPDNA), no Complexo da Polícia Civil do DF. A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública busca reunir material genético de familiares para facilitar a identificação de pessoas desaparecidas em todo o país. A coleta é simples, feita com um cotonete na mucosa da boca ou, eventualmente, por uma gota de sangue do dedo.
Segundo o diretor do IPDNA, Samuel Ferreira, “as amostras coletadas são processadas, e os perfis genéticos obtidos são inseridos em bancos genéticos que realizam cruzamentos permanentes, aumentando significativamente as chances de identificação de pessoas desaparecidas em todo o território nacional”. O agendamento pode ser feito pelas delegacias ou diretamente com o IPDNA, pelos telefones (61) 3207-4365/4367, e-mail ipdna-desaparecidos@pcdf.df.gov.br ou WhatsApp (61) 98253-8016.
Podem doar DNA ao menos dois familiares com vínculos diretos com o desaparecido, como pais, filhos e irmãos biológicos. É necessário levar documentos pessoais, da pessoa desaparecida e a ocorrência registrada. Também é recomendável apresentar objetos de uso pessoal do desaparecido, como escova de dentes ou cordão umbilical. Após a coleta, os dados genéticos são inseridos nos bancos nacional e local para cruzamento com perfis de pessoas vivas ou falecidas ainda não identificadas.
“O DF se tornou referência na localização de pessoas desaparecidas porque atuamos de forma integrada, com tecnologia, protocolos claros e atenção humanizada às famílias”, afirma Jasiel Fernandes, subsecretário de Integração de Políticas Públicas de Segurança. O Distrito Federal atingiu 98% de localização de desaparecidos, com destaque para iniciativas como a Rede de Atenção Humanizada, o protocolo Sinal de Busca Imediata e o Procedimento Operacional Padrão (POP) da Polícia Civil.


