A formação do ciclone-bomba, fenômeno extratropical em rápida intensificação, coloca os estados do Sul e parte do Sudeste e Centro-Oeste em estágio de alerta máximo nesta sexta-feira (7/8). O sistema, que ganha força no Atlântico Sul, é impulsionado por uma drástica queda na pressão atmosférica e traz uma combinação perigosa de tempestades severas, rajadas de vento intensas de até 110 km/h e queda abrupta de temperatura.
De acordo com os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as regiões mais atingidas pelas instabilidades ao longo do dia são Paraná, Santa Catarina e o sul de Mato Grosso do Sul, além de trechos de São Paulo.
Nessas áreas, há risco elevado de tempestades acompanhadas de descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento que podem variar entre 60 km/h e 110 km/h. O avanço da frente fria associado ao sistema também acendeu o sinal de alerta para ventanias em áreas costeiras e no leste paulista e fluminense.
No Rio Grande do Sul, onde o ciclone-bomba começou a se estruturar de forma mais aguda nas últimas horas, a chuva perde força gradualmente ao longo desta sexta. Em contrapartida, o estado torna-se a porta de entrada para uma potente massa de ar frio de origem polar
Os gaúchos enfrentam um dia de frio rigoroso e vento forte constante, com os termômetros despencando no decorrer da tarde e a noite devendo registrar marcas congelantes. O efeito do ciclone-bomba na dinamização do clima estende-se até o Sudeste e o Centro-Oeste.
Embora as chuvas fiquem mais restritas à faixa sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a virada nos ventos promete interromper a sequência de dias abafados e derrubar as temperaturas em capitais como São Paulo e Curitiba.
Tempo seco e baixa umidade
Por outro lado, regiões do interior paulista, de Minas Gerais e do Cerrado ainda mantêm tempo seco e baixa umidade relativa do ar antes da chegada da frente fria. Nas demais regiões do país, a dinâmica atmosférica segue sob outros padrões.
No Norte, o calor e a alta umidade mantêm a previsão de pancadas de chuva isoladas, concentradas principalmente sobre o oeste do Amazonas e o estado de Roraima. Já no Nordeste, o sol predomina na maior parte do interior, enquanto a faixa litorânea registra apenas instabilidades pontuais e passageiras trazidas pelos ventos úmidos do oceano.
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