Apesar de a carta enviada pela diplomacia brasileira ao governo americano ter pedido o retorno de negociações “técnicas” sobre o tarifaço, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou nesta quinta-feira (17/7) a insistir na tese política para aplicar uma taxa de 50% aos produtos do Brasil. Segundo ele, a medida é uma “manifestação de desaprovação” em relação à ação penal do golpe de Estado, que tem como réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e assessores próximos, incluindo militares.
“Tenho manifestado fortemente minha desaprovação tanto publicamente quanto por meio da nossa política tarifária”, escreveu o americano em uma carta publicada na Truth Media e endereçada a Bolsonaro. “É minha sincera esperança que o governo do Brasil mude seu rumo, pare de atacar oponentes políticos e coloque fim ao ridículo regime de censura”, disse o presidente americano.
Trump afirmou ainda que está “muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão – tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos – provenientes do atual governo”, em nova crítica a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que atingem redes sociais que têm sede nos EUA.
O presidente americano disse não se surpreender que Bolsonaro “lidere nas pesquisas” de intenção de voto, e afirmou que o ex-presidente sofre “tratamento terrível pelas mãos de um sistema injusto que se voltou” contra ele.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem aponta que Bolsonaro – que está legalmente inelegível – perderia a eleição em segundo turno se disputasse com Lula, que teria 43% ante 37% do ex-presidente.
Fonte: Estadão Conteúdo


