Irã: Trump eleva tom contra aliados e critica falta de envolvimento de Reino Unido e França

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra aliados e voltou a pressionar países afetados pela crise no Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, sugerindo que passem a agir por conta própria diante das restrições ao fluxo de energia na região. O republicano também criticou a França pela falta de ajuda no conflito.

Em publicação na Truth Social nesta terça-feira, 31, Trump afirmou que nações que enfrentam dificuldades para obter combustível de aviação, citando nominalmente o Reino Unido, deveriam recorrer aos EUA ou assumir uma postura mais agressiva. “Comprem dos EUA, temos bastante”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “juntem coragem, vão ao Estreito e simplesmente peguem” o petróleo.

Trump também indicou uma possível redução do apoio militar americano a parceiros tradicionais. “Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos. Os EUA não estarão mais lá para ajudar”, disse, em crítica a países que, segundo ele, não apoiaram Washington no conflito com o Irã. Na segunda, 30, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia criticado a inércia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nos combates

Em outra postagem, Trump criticou a França por ter impedido o sobrevoo de aviões com suprimentos militares destinados a Israel Segundo ele, o país europeu foi “muito pouco útil” em relação ao que chamou de “carniceiro do Irã”, afirmando ainda que o líder iraniano foi “eliminado com sucesso”. “Os EUA vão se lembrar disso”, escreveu.

Trump afirmou ainda que o Irã foi “essencialmente dizimado” e que “a parte difícil já foi feita”, reforçando a avaliação de que Teerã perdeu capacidade relevante após a ofensiva liderada por EUA e Israel.

As declarações ocorrem em meio à escalada no Oriente Médio e à ameaça americana de ampliar ataques contra a infraestrutura iraniana caso não haja um acordo em breve para encerrar a guerra Trump também disse que Washington estaria negociando com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, embora Teerã negue a existência de tratativas diretas.

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