A avaliação nos bastidores do STF (Supremo Tribunal Federal) é de que as chances de prosperar uma nova delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, são remotas.
As tratativas para um acordo de colaboração enfrentaram barreiras tanto na PF (Polícia Federal) quanto na PGR (Procuradoria-Geral da República).
Investigadores apontam que as propostas apresentadas até o momento carecem de novidades substanciais e falham em demonstrar um compromisso real com a recuperação dos valores desviados, exigência considerada inegociável pela cúpula do Judiciário.
Tanto a PGR quanto a PF concluíram que os anexos entregues pela defesa de Vorcaro requentam dados já obtidos no curso das apurações, sem oferecer material inédito que justifique concessões de benefícios penais.
Segundo apurou o R7, o ex-banqueiro tentou direcionar o foco de suas revelações de forma a blindar aliados estratégicos, preservando pontos importantes do esquema investigado.
O STF sinalizou que qualquer tentativa de colaboração só avançará mediante a indicação precisa e a devolução imediata de ativos ocultos no Brasil e no exterior.
Preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, Vorcaro tenta reorganizar sua estratégia jurídica por meio de trocas recentes em sua equipe de defesa, buscando abrir canais diretos com o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
No entanto, com o esgotamento das tratativas nas instâncias técnicas de investigação, a tendência predominante na Suprema Corte é de que o processo avance para o rito tradicional de instrução e julgamento de ações penais, sem os atalhos de uma delação premiada.
*R7/Foto: Revista Oeste


