Modelo conecta equipes e recursos diagnósticos para reduzir o tempo entre a suspeita e o início do tratamento

O câncer de pulmão ainda desafia os sistemas de saúde, sobretudo quando descoberto em fases avançadas. Está entre os cânceres que mais matam no Brasil. Foram cerca de 29,6 mil óbitos em 2022, segundo o DataSus, e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 35,4 mil novos casos por ano. Reduzir o tempo até o diagnóstico e o tratamento é parte importante do enfrentamento da doença.

Atenta a esta realidade, a Rede D’Or estruturou um programa de combate à doença. A proposta é levar um modelo nacional aos Estados onde a rede atua, com padrões técnicos comuns. Para isso, reuniu os setores envolvidos desde a suspeita diagnóstica até o tratamento e integrou as diferentes etapas do cuidado. A estrutura inclui a Casa do Pulmão, nas unidades do Vila Nova Star e São Luiz Itaim, em São Paulo, e Copa D’Or, no Rio de Janeiro.

Os consultórios de clínicos e pneumologistas passaram a operar integrados aos dos cirurgiões torácicos, com suporte de radiologia e de anatomia patológica especializadas em tórax e pulmão. O objetivo é reduzir o tempo entre a suspeita, o diagnóstico e o início do tratamento. A inteligência artificial já é usada para apoiar a identificação de nódulos pulmonares em exames realizados com outros propósitos.

Desafio do diagnóstico precoce

Nos primeiros estágios, o câncer de pulmão pode evoluir sem provocar sintomas. A doença cresce silenciosamente, o que dificulta sua descoberta precoce, questão que está entre os temas abordados pelo Agosto Branco, campanha de prevenção e conscientização sobre a doença. “Quando os sintomas aparecem, muitas vezes já indicam uma doença mais avançada. Além disso, tosse, falta de ar e rouquidão costumam ser confundidas com problemas respiratórios mais frequentes, atrasando a

investigação adequada”, explica Clarissa Baldotto, oncologista, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e médica da Oncologia D’Or, serviço especializado em tratamento oncológico presente em 12 Estados e no Distrito Federal.

Sinais de alerta e rastreamento

Tosse, rouquidão, falta de ar, dor no peito, perda de peso sem causa aparente e, principalmente, tosse com sangue, não podem ser ignoradas, sobretudo quando persistem por mais de duas semanas ou não melhoram após o tratamento inicial.

O tabagismo permanece como o principal fator de risco para o câncer de pulmão, mas não explica todos os casos. Entre 10% e 20% dos diagnósticos ocorrem em pessoas que nunca fumaram.

Exposição prolongada à poluição atmosférica e agentes químicos, além de histórico familiar, fazem parte da avaliação individual

Uma das estratégias para encontrar o câncer mais cedo é o rastreamento de pessoas com maior risco. A tomografia computadorizada de baixa dose é o exame utilizado para esse fim

Entre os critérios considerados, estão ter de 50 a 80 anos, carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano, o equivalente a fumar um maço por dia durante 20 anos, e ainda fumar ou ter deixado o cigarro há menos de 15 anos.

Identificar uma alteração no exame de imagem, porém, é apenas parte do caminho. Quando o câncer é confirmado, exames específicos podem ajudar a conhecer as características biológicas do tumor e orientar o tratamento.

O projeto da Rede D’Or integra clínicos, pneumologistas, oncologistas, cirurgiões torácicos, patologistas e radiologistas especializados em câncer de pulmão em uma estrutura nacional que reúne sistemas computacionais,

inteligência artificial, tomógrafos, ressonâncias magnéticas, PET Scan, Ebus (ultrassonografia endobrônquica), robôs cirúrgicos e equipamentos de patologia molecular e genômica.

Rede pelo Brasil

. 76 hospitais integrados a 65 centros de oncologia

. 33 robôs Da Vinci, maior parque robótico de um mesmo grupo hospitalar na América Latina

. R$ 50 milhões investidos em patologia molecular e genômica nos últimos cinco anos

. 5 dias prazo dos exames genômicos feitos pela própria Rede D’Or, ante um mês quando feitos no exterior

. 24 pesquisadores do IDOR em estudos epidemiológicos, moleculares e de novos fármacos em oncologia

 

 

*Estadão Conteúdos/Foto: Reprodução 

Últimas Notícias

Canal de Lito Sousa publica primeiro vídeo após diagnóstico de doença rara

Após o anúncio de que o influenciador e especialista...

Nome de operação da PF contra Lulinha incomoda entorno de Lula

Causou incômodo no entorno do presidente Lula o nome escolhido pela Polícia...

Ataque americano contra suposta embarcação de drogas no Pacífico deixa dois mortos

O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 24,...

Flávio Bolsonaro quer extinguir auxílio pago a família de detentos e direcionar recurso para vítimas

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro pretende extinguir o...

Nos sigaRedes Sociais

255,324FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
128,657SeguidoresSeguir
97,058InscritosInscrever

NewsletterAssine

Fique Ligado

Eleições no DF: Celina tem 33,9% contra 24,1% de Arruda no 1º turno, diz Igape

Pesquisa eleitoral divulgada neste domingo (23) pelo Igape (Instituto...

Dino autoriza PF a acessar dados sobre produtora do filme Dark Horse

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou...

No 2º turno, Lula tem 46% e Flávio 45%, em empate técnico, aponta BTG/Nexus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está...

Carcaças e veículos abandonados: saiba como solicitar a retirada no DF

Como solicitar a vistoria de um veículo com sinais...

Canal de Lito Sousa publica primeiro vídeo após diagnóstico de doença rara

Após o anúncio de que o influenciador e especialista...

notícias relacionadas

Menopausa, obesidade e lipedema afetam o corpo feminino

Knewin Dino/Nacional - Ganho de gordura abdominal, perda de massa muscular, aumento do volume das pernas e dificuldade para emagrecer podem surgir em diferentes condições...

Anvisa aprova caneta genérica de semaglutida; medicamento deve ser, no...

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta segunda-feira (17) o registro de dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, substância usada no controle do...

Doação de sangue: o que mudou na ciência para o...

A evolução dos exames, o maior controle dos procedimentos e uma avaliação mais individualizada dos riscos estão por trás da revisão das regras para doação...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui