O PL não se convenceu das tentativas de aproximação de Davi Alcolumbre (União) para uma costura de apoio à reeleição como presidente do Senado e decidiu lançar um nome próprio na disputa ao cargo em 2027: o de Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição e nome que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
A decisão foi chancelada nesta quarta-feira (4) em uma reunião com deputados e senadores da legenda. Segundo relatos ao R7 Planalto, a bancada do do PL não se manifestou por outros nomes e confirmou o de Marinho.
Ele sai à disputa com o apoio de ao menos 35 senadores. O número considera a própria bancada do PL, que terá 29 parlamentares a partir do ano que vem, três eleitos do Novo, e ainda nomes do centrão, que chegaram a marcar presença no anúncio, como caso de Guilherme Derrite, eleito senador pelo PP em São Paulo. Para ser eleito, são necessários ao menos 41 votos.
Derrite faz parte da federação de Alcolumbre e é um dos expoentes do PP que discordaram da escolha do partido em apoiar o presidente. A líder Tereza Cristina (MS) também sinalizou estar contra a decisão do partido. Marinho conta, ainda, com gestos de nomes do Republicanos. O ex-presidente Hamilton Mourão (RS), senador pelo partido, também compareceu na reunião que confirmou Marinho ao cargo.
A eleição para o comando do Senado será em fevereiro. A senadora Tereza Cristina também sinalizou chance de que possa disputar o cargo. Nomes próximos a ela e a Marinho consideram que há espaço para manter uma só candidatura, sem que dividam votos.
*R7/Foto: Ton Molina/Agência Senado – 15.10.2026


