O STF (Supremo Tribunal Federal) abriu uma consulta pública para discutir a possibilidade de resolver processos na Justiça Militar sem que o acusado precise ir para a prisão, caso preencha certos requisitos.
Essa alternativa, chamada de acordo de não persecução penal (um tipo de trato com a Justiça), vale para crimes cometidos sem violência ou ameaça grave e com pena mínima inferior a quatro anos.
Em troca de não irem para a cadeia, as pessoas envolvidas assumem a culpa e cumprem punições alternativas, como pagar multas ou prestar serviços comunitários.
A discussão chegou ao STF por iniciativa da DPU (Defensoria Pública da União). O objetivo é padronizar o entendimento sobre o tema, já que o Supremo já tem aceitado esse tipo de acordo na área militar, mas a Justiça Militar ainda encontrava resistências internas para aplicar a medida.
Cidadãos, especialistas e órgãos interessados têm um prazo de 20 dias para enviar suas opiniões e sugestões sobre a proposta.
Depois disso, o STF avaliará as manifestações para decidir se define uma regra oficial que deverá ser seguida por todos os tribunais do país.
*R7/Foto: Rosinei Coutinho/STF – 01.07.2026


