Ao tratar da agenda do Conselho de Paz criado por ele, presidente Donald Trump anunciou que os EUA contribuirão com US$ 10 bilhões para a iniciativa. “Parece muito, mas é um valor bem pequeno. Duas semanas de guerra, em média”, afirmou, ao defender que a diplomacia é menos custosa do que conflitos armados prolongados.
De acordo com o presidente, mais de US$ 7 bilhões já foram destinados aos esforços de alívio humanitário em Gaza, enquanto a ONU estaria levantando US$ 2 bilhões adicionais para apoio ao território palestino. Ele disse ainda que nações participantes estão contribuindo com pessoal para manter a paz na região e que o Japão sediará um evento de arrecadação de ajuda, enquanto a Noruega organizará um encontro ligado ao Conselho.
Trump declarou que Gaza “não é mais um reduto de radicalismo e terror”, afirmando estar comprometido com a construção de um território “adequadamente governado”. “Não acho que será necessário enviar soldados para lutar”, disse. Ele também ressaltou que “temos que resolver o problema do Líbano”, sem detalhar medidas.
O líder americano citou ainda a Fifa como colaboradora na mobilização de US$ 75 milhões para projetos ligados ao futebol em Gaza. O presidente da instituição, Gianni Infantino, estava presente.
Em relação às críticas de que o conselho pode rivalizar com organismos multilaterais, Trump disse que a ONU “tem grande potencial que não foi cumprido” e prometeu: “vamos fortalecer as Nações Unidas para garantir que ela seja viável”. Sobre reconhecimento internacional, disse que “não se importa” com o Prêmio Nobel da Paz. “Quero salvar vidas”, afirmou.


