Passageiros relatam frustração e preocupação com o trabalho em meio à greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada à 0h desta terça-feira, 4. Por volta das 7h45, as linhas 11-Coral e 12-Safira operavam parcialmente, enquanto a linha 13-Jade permanece paralisada.
A costureira Jennifer Oliveira mora em Mauá, no ABC Paulista, e trabalha no Jardim Romano, no extremo leste de São Paulo. Nesta manhã, porém, conseguiu chegar apenas até a Estação Brás, que conecta as linhas 3-Vermelha, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira. “É frustrante, porque, querendo ou não, isso afeta o salário, o dia, tudo. A gente não sabe quando vai ter fim”, disse.
Já o porteiro David Tarcísio tentava encontrar uma rota alternativa para chegar em casa, no Itaim Paulista, na zona leste da capital. Ele relatou que, mesmo com a operação parcial da linha 12-Safira, ainda precisaria recorrer ao Metrô e aos ônibus para conseguir chegar ao destino.
“Ninguém pensa no trabalhador, né? O gasto que cada um vai ter para chegar ao serviço. Tanto vai sofrer o trabalhador quanto o empregador”, afirmou.
O funcionário público Paulo Benedito Nascimento afirmou que a operação parcial não atende todos os passageiros. “Agora falaram que liberaram até Engenheiro Goulart porque estava um tumulto aqui. Para tirar o tumulto daqui, vão jogar para lá, né? Porque quem passa de Engenheiro Goulart, como é que vai [seguir viagem]?”, questionou.
“Não é culpa nossa. A gente depende do órgão público para chegar ao serviço, e eles estão falhando”, acrescentou.
Situação das linhas, segundo a CPTM:
– Linha 10-Turquesa: operação normal (não faz parte da greve).
– Linha 11-Coral: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Estudantes e Guaianazes.
– Linha 12-Safira: operação parcial (circulação interrompida entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart).
– Linha 13-Jade: paralisada.
*Estadão COnteúdos/Foto: Divulgação


