Até a tarde desta segunda-feira (19), parlamentares haviam reunido 50 assinaturas para tentar instalar a comissão no Congresso Nacional.
A oposição intensificou a articulação no Congresso Nacional para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar suspeitas envolvendo a empresária e lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para que uma CPMI seja instalada, são necessárias 198 assinaturas: 171 de deputados federais e 27 de senadores.
Investigação envolve suspeitas de irregularidades
A movimentação ganhou força após uma entrevista concedida por Roberta Luchsinger à CNN Brasil, no último sábado (17). Na ocasião, a empresária afirmou que pretende colaborar com as autoridades por meio de uma possível delação premiada e fez declarações sobre a relação de Lulinha com integrantes do governo federal.
A proposta de CPMI pretende apurar possíveis práticas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventuais conflitos de interesses envolvendo a lobista, o filho do presidente e agentes públicos.
Roberta Luchsinger e Lulinha são alvos de investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades envolvendo empresas e órgãos federais, no contexto das apurações sobre fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As suspeitas ainda dependem da apuração das autoridades e não representam, por si só, comprovação de crime.
A oposição precisa ampliar significativamente o número de apoiadores para alcançar o mínimo necessário. Caso as assinaturas exigidas sejam obtidas, o requerimento deverá passar pelos procedimentos regimentais do Congresso, incluindo a leitura em sessão conjunta.
O tema ganha relevância política a poucos dias do segundo turno das eleições de 2026, aumentando a pressão sobre o governo federal e ampliando o debate em torno das investigações.
*Plano News/Foto: Reprodução


