Pelo menos 16 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um terremoto de magnitude 7 atingir nesta quinta-feira (22) a região do Tibete, na China, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.
O epicentro foi localizado a 183 quilômetros a leste-nordeste da cidade de Nagqu, no Tibete, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Ao menos 339 casas desabaram e as autoridades continuam avaliando a extensão dos danos, informou a Xinhua. Uma equipe de resgate foi enviada para a área do epicentro.
As autoridades ferroviárias suspenderam os serviços de trem nas áreas afetadas, segundo a emissora estatal CCTV.
A Administração de Terremotos da China ativou uma resposta de emergência de nível II, o segundo mais alto da escala, informou a emissora chinesa CGTN.
Em aldeias próximas ao epicentro, autoridades encontraram pelo menos duas pessoas feridas e casas com rachaduras visíveis, informou a Reuters, citando uma emissora estatal de televisão.
Vídeos divulgados por veículos locais mostraram moradores saindo de suas casas no momento do tremor, segundo a Reuters.
A altitude média em um raio de 5 quilômetros do epicentro supera os 4.800 metros, de acordo com o Centro de Redes Sismológicas da China.
A China está acostumada a registrar terremotos de grande intensidade, especialmente nas regiões sudoeste do país, onde a placa tectônica euroasiática encontra a placa indiana. Essa colisão geológica deu origem à cordilheira do Himalaia e ao vasto planalto tibetano.
O último terremoto de intensidade semelhante na China ocorreu em janeiro de 2024, quando um tremor de magnitude 7,1 atingiu uma área montanhosa e remota de Xinjiang, no extremo oeste do país. O abalo matou três pessoas e deixou dezenas de feridos.
Em dezembro de 2023, mais de 100 pessoas morreram quando um terremoto atingiu o condado de Jishishan, na província de Gansu, no noroeste da China. Foi o tremor mais letal registrado no país em quase uma década.
*R7/Foto: Reprodução/Reuters – 22.10.2026


