O governo do Kuwait afirmou nesta sexta-feira, 3, que um ataque iraniano danificou uma usina de dessalinização do país. A nação árabe declarou que o bombardeio iraniano causou “danos materiais a alguns componentes da planta” da usina.
A dessalinização fornece a maior parte da água para os países árabes do Golfo e para o Irã, transformando as águas salgadas do Golfo Pérsico em água potável para a região desértica. Cerca de 90% da água potável no Kuwait provém deste processo.
As usinas de dessalinização tornaram-se um alvo importante na guerra, com o Irã inicialmente acusando os EUA e Israel de atacarem uma delas no país persa, antes de começar a atacá-las nos países árabes do Golfo.
Essas nações consideram os ataques a usinas de dessalinização uma ameaça à sua própria subsistência.
Ataque a refinaria
Uma refinaria de petróleo no Kuwait também foi atingida por drones. O ataque causou um incêndio em várias unidades.
Não houve relatos imediatos de feridos ou danos ambientais na refinaria de Mina al-Ahmadi após o ataque.
Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã, os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), foram atacados, com danos a bases militares americanas, embaixadas dos EUA e instalações de petróleo e gás natural. O Irã alega que precisa bombardear as bases dos EUA nestes países para responder à guerra iniciada por Washington e Israel, já que não tem a capacidade de atingir os EUA diretamente, mas os Estados do Golfo ficaram furiosos por estarem no meio de uma guerra que não era deles.
Os bombardeios iranianos ressaltaram as fragilidades dos países do Golfo e podem afastar as milhares de empresas que decidiram se instalar em cidades como Dubai, Abu Dhabi e Doha. Gigantes da tecnologia como Nvidia, Microsoft, Oracle e Amazon investiram em instalações de grande escala em toda a região, incluindo centros de dados para impulsionar seus investimentos em inteligência artificial.
A guerra também colocou em xeque a imunidade dos Estados do Golfo aos conflitos que ocorrem ao seu redor. Estas nações árabes se acostumaram a receber expatriados que tinham problemas em outros lugares, como milionários russos e ucranianos, além de trabalhadores de países asiáticos. (Com informações da Associated Press)


