O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou a decisão do presidente americano Donald Trump de taxar os produtos brasileiros em 50%, anunciada nesta quarta-feira (9/7) para cobrar do Congresso Nacional a aprovação de uma anistia para o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar licenciado chega a chamar a sobretaxação imposta pelos EUA de “tarifa-Moraes”.
Vivendo nos Estados Unidos, onde diz atuar para impor sanções contra o STF por causa das investigações contra Bolsonaro, Eduardo publicou uma nota, intitulada “Uma hora a conta chega” apelando para que as autoridades brasileiras “evitem escalar o conflito e adotem uma saída institucional que restaure as liberdades”. Ele ignorou que a iniciativa da sobretaxa contra o Brasil partiu de Trump.
“Cabe ao Congresso liderar esse processo, começando com uma anistia ampla, geral e irrestrita, seguida de uma nova legislação que garanta a liberdade de expressão – especialmente online – e a responsabilização dos agentes públicos que abusaram do poder. Sem essas medidas urgentes, a situação tende a se agravar – especialmente para certos indivíduos e seus sustentadores. Restam três semanas para evitar um desastre. É hora dos responsáveis colocarem fim a essa aventura autoritária”, escreveu o deputado, junto do comunicador Paulo Figueiredo, que também mora nos Estados Unidos.
Ele argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes vêm, em suas palavras, colecionando violações de direitos humanos, e chama o julgamento contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado na corte de “farsa”. Para ele, Trump enxergou a suposta derrocada democrática e tem agido para punir o País.
Eduardo sugere, na nota, que tentou fazer com que as punições de Trump afetassem apenas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito que pode condenar o seu pai, e não o restante do País. Se implementados, os impostos – que o deputado chama de “tarifa-Moraes”, podem causar prejuízo econômico a produtores brasileiros que têm entrada no mercado americano.
Fonte: Guilherme Caetano / Estadão Conteúdo


