O inspetor da Polícia Civil, Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, morto em um ataque a tiros no Rio de Janeiro, estava na instituição desde dezembro de 2023. Ele era casado e pai de dois filhos.
O policial civil trabalhava há cerca de dois meses na DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense). Na última quarta-feira (8), ele integrava a equipe que fazia um levantamento na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na zona norte.
Carlos Alberto estava na direção da viatura descaracterizada que foi alvejada por criminosos ao passar pela avenida Brasil. O agente foi atingido por um tiro na cabeça, e uma colega ficou ferida na perna.
O inspetor foi levado em estado gravíssimo ao Hospital Albert Schweitzer e passou por cirurgia. Horas depois, ele não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do agente da DHBF e destacou que ele “desempenhava a missão com dedicação, coragem e compromisso com a sociedade”.
O corpo da vítima já foi levado ao IML (Instituto Médico Legal). Carlos Alberto Freire Neto é o 26º agente de segurança pública morto na região metropolitana do Rio de Janeiro em 2026.
Operação emergencial

Criminosos atacaram viatura descaracterizada na avenida Brasil RECORD
A Polícia Civil classificou o ataque como “covarde” e deflagrou uma operação emergencial na comunidade do Muquiço para prender os envolvidos no crime. Ao menos três suspeitos foram detidos. As ações devem ocorrer na região dominada pela facção TCP (Terceiro Comando Puro) por tempo indeterminado.
De acordo com informações da RECORD, a perícia encontrou cápsulas de fuzil e pistola no local. Isso indica a participação de mais um criminoso no caso.
Agente baleada na perna
A policial civil Juliele da Conceição Brandt passou por uma cirurgia no Hospital Albert Schweitzer após ter sido ferida na perna. O quadro de saúde dela é considerado estável.
*R7/Foto: Reprodução


