O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (27) que vai enviar uma proposta ao Congresso Nacional buscando alterar regras fiscais para perseguir o centro da meta. As mudanças, segundo Durigan, buscam reforçar a sinalização de compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.
“Existem outras medidas que estão sendo avaliadas. Existe uma etapa. Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele. Depois, a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste e perseguição da meta. O nosso compromisso é com responsabilidade e estabilidade fiscal. Isso não vai ser buscado, seja com qualquer tipo de retaliação. Isso vai ser buscado com diálogo”, disse.
A fala ocorre um dia depois de o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, a B3, acionar o circuit breaker e suspender por 30 minutos a negociação de ações. Nesta segunda-feira (26), o pregão registrou quedas significativas em alguns ativos.
Com a reação, Durigan disse ter se reunido com o mercado financeiro para reafirmar o compromisso fiscal do governo petista.
“Ontem tivemos uma troca de posição; o mercado apostava em outro candidato. É normal que uma troca de posição cause essa reação. Eu espero que hoje a gente mantenha o nível de racionalidade, não nível de preço, que não me compete falar disso. Mas, sem grandes oscilações”, completou.
Dívida pública
Reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai seguir no comando do país em meio a um cenário fiscal complexo, com o desafio de equilibrar uma dívida pública de R$ 11,05 trilhões, que cresceu durante seu terceiro mandato.
📌 A dívida pública é o dinheiro que o governo deve a pessoas, empresas, bancos e investidores, dentro e fora do país. Ela surge quando o governo precisa de recursos para pagar suas despesas e financiar suas atividades e capta dinheiro por meio de empréstimos ou da emissão de títulos públicos.
Em agosto de 2026, a dívida bruta estava em R$ 11,05 trilhões, ou seja, 82,9% do PIB brasileiro. Caso esse valor passe de 100%, o país não “quebra” automaticamente, mas fica mais vulnerável a um ciclo de juros altos, inflação, menor investimento e pressão por cortes ou impostos.
*R7/Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


