Presidente dos Correios descarta privatização e prevê que empresa esteja equilibrada em 2027

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afastou discussões em torno da privatização da empresa e disse que a operação de crédito em negociação com Banco do Brasil, Caixa e outras instituições privadas visa reequilibrar a estatal em 2025 e 2026. “O que a gente está negociando para a operação é para ter reequilíbrio da empresa de 2025 e 2026. Ter tempo de adotar as medidas, que começam a impactar em 2026. Para, em 2027, a gente conseguir iniciar um ciclo de balanço em azul. Então, a ideia é que em 2027 a empresa deve estar reequilibrada”, sustentou.

Citando o cumprimento da universalização dos serviços postais, ele enfatizou que o que se está discutindo é uma “reestruturação da empresa”. “Se a gente fizer as melhorias que estamos abordando, temos certeza que a viabilidade financeira vai ser alcançada”, argumentou. “Que as receitas sejam suficientes para pagar as despesas que temos todo mês. Para que a gente saia dessa discussão de viabilidade.”

Ele ainda defendeu que as novas medidas para reestruturação dos Correios são “em magnitude maior” do que as que foram feitas no passado recente. “Mas são medidas de curto prazo que virão acompanhadas de outras medidas que a gente ainda está desenhando Como eu falei, eu também posso ter uma empresa em 21 dias e não tenho como ter um planejamento de longuíssimo prazo em 21 dias”

Rondon também disse estar revendo o Mais Correios, o marketplace da empresa recém lançado. “A gente está revendo o posicionamento do marketplace também com os colegas, para enxergarmos qual é a melhor estratégia de posicionamento. A concorrência, vamos falar do mercado geral, se a gente tem que fazer algum tipo de diferenciação”, disse.

O novo presidente dos Correios concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira destinada a apresentar os termos iniciais do plano de reestruturação dos Correios.

Despesas x receitas

O presidente da estatal afirmou que o aumento de despesas anualizado tem sido na faixa de 6%. “Mais do que o aumento de receitas, o que está faltando a gente fazer é realmente colocar as medidas para reduzir a despesa”. Ele defendeu que a empresa não fique “presa” dentro da estrutura de despesas de pessoas e fornecedores.

“Perda de qualidade na operação gera perda de contratos, e acaba agravando a situação da receita. Então, a ideia é essa mesmo, trabalhar nos dois pontos, a gente recuperar a capacidade para ter uma receita adequada, e ao mesmo tempo buscar uma redução de despesa, para fazer o enquadramento do resultado final inteiro”, prosseguiu.

Demissão voluntária

O presidente dos Correios disse ainda que o Programa de Demissão Voluntária (PDV) da estatal está sendo tratado “de forma bem cuidadosa” para identificar onde há ineficiências e ociosidades, e não trabalhar de uma forma linear. Segundo ele, se fosse um programa linear poderia haver perda da capacidade operacional e acabar não gerando “todo o potencial de resultado que a gente pode alcançar”.

O dirigente disse ainda não ter os detalhes do PDV porque precisa terminar o mapeamento do País inteiro com as ociosidades “Lembrando que eu estou há 21 dias no cargo, estamos olhando os números finais que precisamos apresentar e como vai chegar nesses números é o que a gente está entabulando agora”, destacou

Outras frentes

Emmanoel Rondon afirmou que também está havendo uma reaproximação dos maiores clientes e desinvestimento de imóveis da empresa ociosos. “Hoje a gente consegue fazer vendas, tem muitos já identificados, inclusive especificados. Então, a gente está vendo uma forma de atualizar isso e fazer de uma forma mais ágil. Isso também impacta na redução de despesas com a manutenção desses imóveis, que a gente não usa de fato na operação e que estão ali consumindo parte da nossa estrutura”, argumentou.

Outro estudo que vem sendo feito se refere às novas frentes de negócio, com base em referências internacionais. “É ver o que a gente consegue fazer no tempo para ampliar o portfólio de produtos e serviços e ampliar o número de receitas que a gente consegue adotar.”

Postalis

O presidente dos Correios disse que o Postalis, fundo de pensão dos funcionários da estatal, está no âmbito de uma negociação com as federações, do acordo salarial da empresa, que está em aberto ainda. “Então, vou deixar a mesa (de negociação) seguindo Mas a gente sabe que o Postalis é um dos itens relevantes da despesa, e a gente precisa negociar uma solução melhor do que a gente tem hoje.”

No ano passado, os Correios firmaram um contrato de confissão de dívida em que se comprometem a transferir R$ 7,6 bilhões ao fundo para cobrir metade do rombo do plano de aposentadoria, que parou de aceitar novos participantes em 2008.

Pela legislação, a conta deve ser dividida igualmente entre a empresa patrocinadora e os participantes. Ou seja, metade do valor total do déficit, de R$ 15 bilhões, será pago por funcionários, aposentados e pensionistas da estatal.

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