O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar, a partir do dia 23 de fevereiro, questionário a 1.544 municípios para verificar se as informações do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) são consistentes com a situação das famílias. Esta é a segunda etapa do monitoramento de auditoria que avaliou o CadÚnico. Esse sistema reúne informações sobre a pobreza no país, para permitir que sejam concedidos benefícios sociais a famílias em situação de vulnerabilidade.
Dados confiáveis no CadÚnico garantem que os benefícios cheguem a quem mais precisa deles. São essenciais, também, para o desenho de políticas públicas de qualidade em cada uma das três esferas de governo – federal, estadual e municipal. Mas quem, de fato, tem acesso à população vulnerável são os municípios. Por isso, o TCU e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) solicitam que os municípios realizem visitas in loco, isto é, nas casas das famílias selecionadas, e respondam ao questionário com conclusões sobre a consistência dos dados do Cadastro.
Não é a primeira vez que o Tribunal faz avaliação desse tipo. Em 2023, durante auditoria do Cadastro Único para Programas Sociais, o TCU encontrou equívocos e falhas. Dois anos depois, em 2025, foi concluído o primeiro monitoramento com o objetivo de verificar as providências adotadas a partir do resultado.
Agora, uma segunda “rodada” de fiscalização está em andamento e dá continuidade ao trabalho. Desta vez, o objetivo é traçar um retrato preciso e representativo da saúde do CadÚnico, que mostra informações como renda familiar e número de membros da família. Com isso, será possível calcular a renda per capita, que é o critério principal para inclusão ou exclusão de famílias em diversos programas sociais. No total, 3.329 famílias serão visitadas em vários estados e municípios.
Com informações do TCU


