A cidade de São Paulo registrou 728 quilômetros de congestionamento por volta das 8h desta quarta-feira, 5, no segundo dia da greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A estatal reassumiu os ramais após falhas nos primeiros dias de operação da concessionária Trívia Trens, em julho.
Devido a um erro no sistema da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), não há dados consolidados sobre o congestionamento registrado no mesmo horário na terça-feira, 4. Na segunda-feira, 3, antes do início da greve, o índice era de 599 quilômetros às 8h.
Às 7h30, o congestionamento era de 662 quilômetros nesta quarta-feira, de 587 quilômetros na terça-feira e de 553 quilômetros na segunda-feira.
De acordo com a última atualização da CPTM, divulgada às 6h, as linhas 11-Coral e 12-Safira operam parcialmente, enquanto a linha 13-Jade, que começou o dia completamente paralisada, passou a circular com intervalos maiores.
A greve foi mantida após assembleia realizada na noite de terça-feira, 4, quando a categoria decidiu dar continuidade ao movimento. A paralisação não tem previsão de término. Novas negociações entre o sindicato e o governo podem ocorrer ao longo desta quarta-feira.
Os ferroviários protestam contra a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à concessionária Trívia Trens e cobram garantias de que não haverá demissões durante a transição dos funcionários da CPTM. O sindicato também reivindica a reestatização da operação, alegando falta de segurança jurídica para os trabalhadores e problemas registrados desde a transferência do serviço para a iniciativa privada.
Em nota, o Governo de São Paulo manifestou “absoluto repúdio à continuidade de uma paralisação que, sob o pretexto de defender interesses da categoria, impõe graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais”.
A gestão estadual também afirmou que tomará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a prestação do serviço público e responsabilizar os envolvidos pelo descumprimento das determinações judiciais.
*Estadão Conteúdos/Foto: Divulgação Portal Carlos Souto


