Brasil elevou proporção de crianças e adolescentes frequentando a escola em 2024, mostra IBGE

O Brasil registrou um aumento na proporção de crianças e adolescentes frequentando a escola em 2024. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 3.

Em 2024, a taxa de frequência escolar bruta do grupo de 0 a 3 anos de idade subiu de 38,6% em 2023 para 39,7% em 2024. Em relação ao início da série histórica, em 2016, houve um avanço de 9,4 pontos porcentuais. No grupo de 4 a 5 anos, a taxa de frequência escolar bruta subiu de 93,0% em 2023 para 93,5% em 2024, aumento de 3,5 pontos porcentuais ante 2016.

“Contudo, os porcentuais estão abaixo da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), cuja vigência vai até 31 de dezembro de 2025 – universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos”, ponderou o IBGE.

O instituto detectou um avanço na fatia de crianças até 5 anos de idade que não frequentavam escola por opção dos pais ou responsáveis, situação de 59,9% das crianças de 0 a 3 anos fora da escola, e de 48,1% na faixa de 4 a 5 anos. No entanto, 33,3% das crianças de 0 a 3 anos que não estudavam tinham como motivo a “ausência de escola/creche na localidade, falta de vaga, ou a escola não aceita a criança em razão da idade”, fatia que subia a 39,4% no grupo de 4 a 5 anos.

Ausência de cobertura

A Região Norte tinha a maior fatia de crianças fora da escola por motivos relacionados à ausência de cobertura, situação de 41,2% das que não estudavam, seguida pelo Nordeste, com incidência de 39,7%.

“Em 2024, uma criança de 0 a 3 anos na Região Sudeste tinha mais que o dobro de chances de frequentar a educação infantil do que uma criança na Região Norte”, ressaltou o IBGE.

Na faixa etária de 6 a 14 anos, a taxa de frequência escolar bruta subiu de 99,4% em 2023 para 99,5% em 2024; no grupo de 15 a 17 anos, essa proporção cresceu de 91,9% para 93,5% no período; e na faixa de 18 a 24 anos, aumentou de 30,7% para 31,5%.

Quanto à adequação da idade à etapa escolar correspondente para pessoas entre 15 e 24 anos, a taxa de frequência escolar líquida avançou de 75,1% em 2023 para 76,8% em 2024, ao mesmo tempo em que a evasão e o abandono escolar caíram aos menores patamares da série histórica iniciada em 2016. No grupo de 18 a 24 anos, a taxa de frequência escolar líquida subiu de 26,1% em 2023 para 27,3% em 2024, motivada pela redução do atraso escolar.

Em 2024, cerca de 8,5 milhões de jovens de 15 a 29 anos tinham parado de estudar sem concluir o ensino médio, resultado mais brando que os 8,9 milhões vistos em 2023. Desse total em 2024, 431 mil tinham de 15 a 17 anos; 4,2 milhões, de 18 a 24 anos; e 3,8 milhões, de 25 a 29 anos.

No caso do abandono escolar das mulheres, 32,1% apontaram como motivo uma gravidez ou necessidade de realizar afazeres domésticos e cuidados de pessoas, superando motivos como a necessidade de trabalhar (25,2%) e a falta de interesse (22,8%). Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi o principal motivo para terem parado os estudos, mencionada por 53,7% deles

Apesar da evasão, a média de anos de estudo dos jovens brasileiros de 18 a 29 anos foi de 11,9 anos em 2024, um avanço de 0,8 ano em relação a 2016, desempenho muito próximo dos 12 anos almejados pela Meta 8 do PNE, frisou o IBGE.

“A maior discrepância se manteve entre os jovens com menores e maiores rendimentos. Em 2024, os jovens de 18 a 29 anos pertencentes aos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo e somente 55,0% haviam atingido os 12 anos traçados pela Meta 8, enquanto no grupo com os maiores rendimentos, a média foi de 13,5 anos de estudo, e a proporção que atingiu os 12 anos foi de 91,9%”, relatou o instituto.

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