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Como o Banco do Brasil perdeu a última corrida pelo lucro dos bancões

A corrida pelo lucro dos grandes bancos brasileiros mostrou uma mudança de posições, depois da publicação dos balanços do primeiro trimestre de 2025. O Banco do Brasil (BB), que vinha acumulando fortes resultados em 2024, perdeu espaço desta vez para os rivais Itaú, Bradesco e Santander.

Isso não quer dizer que os ganhos do BB tenham sido expressivos. Foram. Ele alcançou um lucro de R$ 7,3 bilhões nos primeiros três meses do ano. O problema é que o montante representou uma queda de 20,7%, sobre o mesmo período de 2024.

No caso do Itaú, o lucro ficou em R$ 11,1 bilhões – o maior em números absolutos –, com um aumento de 13,9% na comparação com 2024. No caso do Bradesco, a quantia foi de R$ 5,86 bilhões, menor do que o BB e o Itaú, mas com um acréscimo de 39,3% sobre 2024 – o maior aumento percentual. O Santander lucrou R$ 3,86 bilhões, um salto de 27,8%.

Além disso, na avaliação de Carlos Vieira, especialista em finanças bancárias na REAG Investimentos, vários indicadores do balanço do Banco do Brasil pioraram no primeiro trimestre deste ano. Um desses itens foi a taxa de retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês). Ele mede a capacidade de uma empresa de produzir valor – ou obter lucro – a partir de recursos próprios.

Rentabilidade

No caso do BB, o ROE, um dos indicadores-chave para o setor, caiu 5% em relação aos primeiros três meses de 2024, ficando em 16.7%. Entre os concorrentes, o indicador só fez aumentar. No mesmo período, ele cresceu 0,20% no Santander, 0,40% no Itaú e 1,70% (o maior avanço) no Bradesco.

Vieira acrescenta que a inadimplência para o período superior a 90 dias também aumentou no caso do Banco do Brasil (alta de 0,96 ponto percentual), subindo para 3,9%. Nesse caso, afirma o especialista, o problema concentrou-se no crédito para a agricultura.

Agronegócio

“O agronegócio vem sofrendo com preços baixos para algumas commodities, sobretudo a soja, o que levou muitos agricultores a enfrentar dificuldades financeiras, aumentando a inadimplência no setor”, diz Vieira. “O agro é quase um terço da carteira do Banco do Brasil e o aumento nesta inadimplência afeta bastante o resultado da instituição.”

Vieira acrescenta que, em meio a esses problemas, a elevação da Selic, “que não era esperada há alguns meses por agentes do mercado”, fez com que o custo de captação do banco subisse, reduzindo margens. “As aplicações possuem prazos mais elevados, então o banco não consegue aumentar a taxa dos empréstimos antigos imediatamente depois dos aumentos na taxa básica de juros”, afirma.

Repercussão na B3

A repercussão no mercado do balanço do Banco do Brasil, divulgado na noite de quinta-feira (15/5), acusou o impacto desses números. As ações do BB na Bolsa brasileira (B3) caíram quase 13% na sexta-feira (16/5) e continuaram em queda de 2,45%, a R$ 25,04, na segunda (19/5). No dia seguinte, registraram uma leve recuperação, surgindo 1,60%.

O tom de pessimismo marcou alguns informes sobre o BB, como o feito pelo BTG. “As coisas ainda podem piorar antes de melhorar, o balanço patrimonial não parece tão forte quanto há alguns anos, e as ações caíram ‘apenas’ 13% na última sexta-feira, menos do que temíamos”, disse o relatório.

Os melhores balanços

Na avaliação de Vieira, os melhores balanços de bancos do primeiro trimestre foram apresentados, pela ordem, pelo Itaú, seguido pelo Bradesco e pelo Santander.

Para o Itaú, os pontos positivos em destaque foram o recorde de resultado recorrente (os R$ 11,1 bilhões), a margem financeira em alta e a inadimplência de 90 dias em 2,3%, em queda. O ROAE, um importante indicador de rentabilidade, ficou em 22,5% (+0,40%), contra 17,40% (-0,20%), do Santander e 14,40% (+1,70%) do Bradesco.

Entre os pontos negativos do Itaú, o analista citou dois deles. A margem de mercado recuou e as despesas não juros (as operacionais) cresceram 9,8% sobre o ano passado, pressionando o lucro operacional.

Bradesco em alta

Para o Bradesco, os aspectos positivos foram o lucro recorrente de R$ 5,9 bilhões (uma alta de 39,3% em relação ao mesmo período do ano passado). O número veio acima da projeção do mercado, que esperava R$ 5,4 bilhões. Além disso, o resultado operacional ficou em R$ 7,5 bilhões (+51,5% sobre 2024), impulsionado por seguros.

Dados como esses, fizeram com que as ações do Bradesco saltassem 15,64% na B3, em 8 de maio, no dia seguinte à divulgação do balanço. Sobre os pontos negativos dos resultados de 2025 do bando, ressalta Carlos Vieira, foi a queda de receita de serviços, que recuou 4,8% em relação ao último trimestre do ano passado e a margem de mercado, com baixa anual de 26,7%.

Santander

No caso do Santander, os destaques positivos, segundo o especialista em finanças bancárias, foram o lucro líquido de R$ 3,9 bi (+27,8% em relação ao ano passado) e índice de eficiência em 37,2%. “Esse número reflete um forte controle de custos”, diz Vieira. “No aspecto negativo, há a receita de comissões em queda e margem de tesouraria pressionada, reduzindo o balanço de receitas não recorrentes.”

 

 

 

 

*Metrópoles/Foto: Reprodução 

 

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