Ataques militares israelenses nesta segunda-feira (9) resultaram na morte de três pessoas a oeste da Cidade de Gaza, conforme relatado pelo hospital que atendeu as vítimas. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os ataques foram em retaliação ao Hamas, após uma suposta violação do cessar-fogo na região leste da cidade de Rafah.
“Em resposta à flagrante violação do cessar-fogo ocorrida ontem, na qual terroristas saíram de um túnel subterrâneo no leste de Rafah e dispararam contra as tropas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Serviço de Segurança de Israel (ISA) realizaram ataques contra terroristas do Hamas em Gaza”, informou a IDF no X.
O cessar-fogo entre Hamas e Israel, mediado pelos Estados Unidos, permanece em vigor apesar das negociações estagnadas. Como parte do acordo, ambos os lados aceitaram um plano de 20 pontos proposto pelo então presidente Donald Trump, com o objetivo de encerrar a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023.
No contexto deste acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca de vários prisioneiros palestinos sob custódia israelense, além dos restos mortais de outros. Contudo, questões fundamentais, como a governança futura da Faixa de Gaza, continuam sem solução, e os Estados Unidos ainda não definiram um cronograma concreto para abordar esses desafios.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar “profundamente preocupado” e alertou que a decisão israelense poderia corroer a perspectiva de uma solução de dois Estados, segundo o porta-voz Stéphane Dujarric em um comunicado.


