Aprovado cadastro nacional de condenados por violência contra mulheres

Pessoas condenadas definitivamente por violência contra a mulher terão seus nomes registrados em banco de dados de infratores que poderá ser acessado pelas forças policiais de todo o país. O Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher foi aprovado em votação simbólica nesta terça-feira (28) no Plenário do Senado. O PL segue agora para sanção presidencial.

Compartilhado entre órgãos de segurança pública da União e dos estados, sob gestão federal, o banco contará com o nome do agressor, documentos pessoais, fotografia, impressões digitais, endereço, entre outros dados. As informações permanecerão disponíveis até o fim do cumprimento da pena ou por três anos, se a pena for inferior a esse período. Os nomes das vítimas serão mantidos em sigilo.

A relatora do projeto na Constituição de Constituição e Justiça (CCJ) foi a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que votou por manter o mesmo texto aprovado na Câmara de Deputados.

Para ela, os dados dos infratores estão dispersos atualmente, o que dificulta a atuação das autoridades:

— O cadastro pode subsidiar políticas preventivas e promover o aprimoramento de medidas protetivas. Ao conferir visibilidade e organização às informações, o sistema contribui para maior efetividade na execução penal e no acompanhamento de condenados — afirmou Dorinha durante a votação na CCJ.

A medida se somará ao já existente Cadastro Nacional de Violência Doméstica, mantido pelo Conselho Nacional do Ministério Público com base na Lei Maria da Penha , e deverá permitir a integração com bases de dados já existentes, facilitando o acesso e a troca de informações entre os órgãos públicos.

Serão incluídos na lista quem for condenado, com trânsito em julgado, nos seguintes crimes:

  • feminicídio
  • estupro, inclusive de vulnerável
  • assédio e importunação sexual
  • lesão corporal
  • perseguição
  • violência psicológica
  • violação sexual mediante fraude
  • registro não autorizado da intimidade sexual

O texto original é da deputada Silvye Alves (União-GO). Na avaliação da deputada, o novo banco de dados será mais um mecanismo de defesa e proteção para as mulheres e seus filhos.

Fonte: Agência Senado

Últimas Notícias

Agências do trabalhador superam 1,3 mil contratações no DF em 2026

No Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1º/5), o...

Bolsonaro é internado para cirurgia no ombro em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta...

Lula anuncia novo Desenrola para a próxima semana com até 20% do FGTS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta...

Nos sigaRedes Sociais

255,324FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
128,657SeguidoresSeguir
97,058InscritosInscrever

NewsletterAssine

Fique Ligado

Mutirão gratuito do MPDFT oferece reconhecimento de paternidade em Taguatinga

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)...

Trânsito em Águas Claras terá alterações neste sábado (2)

No próximo sábado (2), será realizado o desfile cívico...

notícias relacionadas

Mutirão gratuito do MPDFT oferece reconhecimento de paternidade em Taguatinga

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realiza, nos dias 8 e 9 de maio, um mutirão gratuito do Programa Pai Legal,...

Semana do MEI leva atendimento e orientação a cinco regiões...

Entre os dias 25 e 29 de maio, o Sebrae no Distrito Federal promove a Semana do Microempreendedor Individual (MEI) com uma programação itinerante...

Feira da Guariroba, circuito de vôlei de praia e unidades...

A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá 49  locais de vacinação neste sábado (2). A lista inclui o circuito mundial de vôlei de praia, no...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui