Câmara aprova o PL Antifacção sem a taxação de bets

A Câmara aprovou no fim da noite da terça-feira, 24, o Projeto de Lei Antifacção. O próprio governo federal, autor da proposta, é crítico da redação – o texto final é de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A proposta segue para sanção presidencial.

Mesmo contra o projeto, o PT manifestou “apoio crítico” e votou, em sua maioria, a favor do texto. O Ministério da Justiça atuou para convencer os parlamentares de que era melhor votar o texto como está do que uma versão ainda mais “radical” apresentada por Derrite.

O Centrão impôs ainda outra derrota ao governo ao retirar do texto a criação de um dispositivo para financiar ações de repressão ao crime organizado por meio de tributos em apostas de quota fixa, as bets. A alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Bets) seria de 15% – a iniciativa tinha vindo do relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Fiador

Derrite havia mantido a criação da Cide-Bets. Mas o Centrão trabalhou contra e o principal fiador do movimento para a derrubada desse trecho da proposição foi o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ).

As tratativas entre os partidos se alongaram pela tarde da terça Parlamentares do Centrão e da bancada da bala ameaçaram que, se o PT fosse contra, seria votado o texto originalmente aprovado pela Câmara, sem as concessões do relator.

Ao todo, foram oito versões apresentadas por Derrite. A matéria passou por várias negociações com o Ministério da Justiça e parlamentares.

Nas primeiras conversas, ainda sob Ricardo Lewandowski, a pasta era contra o projeto – apontava problemas como o enfraquecimento da Polícia Federal e má técnica legislativa. Agora, sob a chefia de Wellington César, o ministério defendeu a aprovação do atual projeto para evitar uma derrota ainda maior.

Derrite foi resistente a mudanças e rejeitou alterações feitas pelo relator no Senado, Alessandro Vieira. O deputado do PP disse que o senador fez “retrocessos”. Segundo ele, há “reforço da impunidade” e o texto “enfraquece de maneira significativa a ação civil de perdimento de bens”. O governo tinha recebido bem a iniciativa do Senado.

Colarinho-branco

Vieira criticou as alterações na Câmara. Ele questiona, sobretudo, a decisão de Derrite de tirar modificações feitas por ele sobre ações de combate aos crimes de colarinho-branco.

“O relator fez uma escolha. A escolha foi retomar trechos do texto que impedem a atuação dura da Justiça e da polícia contra o criminoso rico”, disse o senador. “Esquemas do tipo máfia do INSS, Banco Master, desvio de emendas, não terão dureza no tratamento. Mas, para o pobre, na favela, vale a pena ser duro.”

Últimas Notícias

Rio de Janeiro registra 74 casos de Mpox em dois meses

O Rio de Janeiro teve um aumento de sete...

Mulher com epilepsia morre após seguir conselhos médicos de inteligência artificial

Bowen Wan, uma engenheira de software de 31 anos...

Novas regras para o vale-refeição e alimentação começam a valer agora em novembro

As novas regras para o vale-refeição e alimentação começam...

Lula 4 vai enfrentar cenário internacional mais duro e pressão por resultados

Em seu quarto mandato como presidente da República, Luiz...

Nos sigaRedes Sociais

255,324FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
128,657SeguidoresSeguir
97,058InscritosInscrever

NewsletterAssine

Fique Ligado

GDF reformula programa de boas práticas agropecuárias

O Governo do Distrito Federal (GDF) reformulou as regras...

Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões

A marca brasileira Chilli Beans, conhecida por comercializar óculos...

Vicente Pires recebe obras de drenagem e pavimentação com investimentos de R$‌ 58,8 milhões

As obras de infraestrutura urbana no Lote 2 de...

Governo dos EUA ‘não se envolveu’ na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, diz Marco Rubio

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou...

Rio de Janeiro registra 74 casos de Mpox em dois meses

O Rio de Janeiro teve um aumento de sete...

notícias relacionadas

Lula 4 vai enfrentar cenário internacional mais duro e pressão...

Em seu quarto mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terá de lidar com um cenário internacional mais complexo, no qual...

MP eleitoral espreita Rueda e Canella por R$ 80 milhões...

A Procuradoria Eleitoral do Rio de Janeiro apertou o cerco contra o deputado federal eleito Antônio Rueda e o deputado estadual eleito Márcio Canella,...

Itamaraty convoca encarregada argentina para explicar apoio Milei a Flávio

O Ministério das Relações Exteriores convocou a encarregada de negócios da Argentina para pedir informações sobre o envolvimento do governo Javier Milei na fuga...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui